stock options venture capital

Por que os VCs esperam que os empreendedores compartilhem equity com o time?

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Artigo produzido para a coluna do blog Basement. Escrito por Elisa Pereira e revisado por Luiz Fernando Silva Néto – todos membros do Emerging Venture Capital Fellows.


Stock option é uma ferramenta poderosa para incentivar os colaboradores no longo prazo, gerar engajamento e reter talentos. Os planos de stock options viabilizam que a empresa conceda aos seus colaboradores o direito de comprar ações da organização, após um período de carência e com algumas condições acordadas. A utilização desta ferramenta endereça duas dores latentes de startups: construir times brilhantes e otimizar o consumo dos seus recursos financeiros.

O plano de stock Option é um tema relevante de discussão durante uma rodada de captação. Os fundos de Venture Capital esperam que todos os colaboradores da empresa estejam engajados em crescer o negócio, e reconhecem que os os planos stock option podem ser uma excelente ferramenta para alinhar os interesses. 

Afinal, é tudo sobre pessoas

Construir times brilhantes envolve os desafios de atração, engajamento e retenção de pessoas fora da curva. Além da motivação natural do colaborador em fazer a startup crescer, outros incentivos devem ser oferecidos à equipe para aumentar o seu engajamento e construir um relacionamento de longo prazo. Os planos de stock options fazem isso, possibilitando que colaboradores-chave se tornem sócios da empresa que trabalham. Como consequência, a oferta de equity alinha interesses entre o beneficiário e o empregador, impulsionando o engajamento dessas pessoas com o sucesso do negócio


Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Gallup Organization, colaboradores engajados possuem uma produtividade 22% maior.


Existe uma forte correlação entre o sentimento de dono  dos colaboradores com a empresa e a performance do time. Um estudo realizado na Holanda com 95 startups mostrou que  times com altos níveis de paixão e visão coletiva, mas pouca experiência, demonstraram níveis de performance muito altos. Por outro lado, times com baixos níveis de paixão e visão coletiva, mas muita experiência, demonstraram resultados bem inferiores. Os planos de stock options são capazes de estimular esse senso de colaborativismo, impulsionando o desempenho dos colaboradores.

A pressão por caixas saudáveis 

Além do time, o caixa é outro recurso limitado nas startups. Reter talentos em um mercado com alta demanda de pessoas capacitadas é bastante desafiador. As empresas competem entre si pelos melhores colaboradores e devem oferecer compensações à altura para aumentar a sua atratividade. Os custos associados à remuneração dos times são muito representativos para startups, podendo representar de 40% a 70% do total de despesas (média das empresas analisadas em fundos de VC). Oferecer equity, através de stock options, dentro do pacote de compensação, pode gerar economias nos custos com times, possibilitando que a empresa invista mais em vendas, marketing, infraestrutura, entre outras opções. 


Outro elemento que contribui para a otimização dos recursos gastos com o time é o período de cliff (carência). Trata-se de um prazo pré estabelecido (em geral, 12-18 meses) sob o qual o colaborador não poderá exercer sua opção – sendo que se sair da empresa antes disso, perderá suas stock options. O cliff permite que a empresa seja mais agressiva na proposta por equiy, mas só tenha o custo associado a ela se a pessoa performar bem a ponto de permanecer na empresa até depois desse período de carência.


Pontos de atenção na elaboração do plano

Ainda que os planos de stock options tragam inúmeros benefícios para a startup, a sua implementação é complexa. Alguns fatores podem influenciar em seu sucesso:

  • Precificação adequada das ações: as ações devem ser precificadas de acordo com o valor da empresa no momento da oferta do plano aos colaboradores. Isto é, colaboradores mais antigos provavelmente terão o direito de comprar ações a custos menores do que colaboradores mais recentes da empresa. Além disso, é importante evitar a parcialidade na valorização da empresa, optando por exemplo, pela contratação de terceiros para estimar um valor justo. 

  • Vesting realista: o prazo para exercício dos direitos deve estar em sincronia com a realidade da empresa e dos colaboradores. Prazos muito longos podem dar a sensação de que este benefício nunca será adquirido, enquanto prazos muito curtos não geram um compromisso de longo prazo – vestings de 3 a 5 anos costumam ser realistas.

  • Instrumento de gestão e controle: as informações dos contratos como prazos e valores devem estar sempre disponíveis e atualizadas para todos os colaboradores impactados. A gestão dos planos de stock options não pode onerar a empresa e tão pouco ser ineficiente. Soluções como o Basement endereçam muito bem essas dores. 

Em resumo, os planos de stock options são ferramentas poderosas para alinhar interesses coletivos e unificar propósitos, mas exigem planejamento e dedicação.

Olhar de Venture Capital

Atualmente, considero o plano de stock option uma ferramenta essencial para as empresas do mundo de Venture Capital. Quando estudo uma empresa nova, gosto muito de entender como é a dinâmica deste plano, quais são os colaboradores contemplados e como serão os prazos para aquisição das ações para avaliar se a ferramenta está destravando valor para a empresa.


Sobre o Emerging Venture Capital Fellows:

Nosso propósito no Emerging Venture Capital Fellows é aumentar as conexões dentro do mundo de Venture Capital, até então muito fechado e pouco compreendido. Fazemos isso entre os fellows, mas também com empreendedores e startups dos mais diversos estágios, gestores das diferentes casas de investimento, futuros fellows e demais apoiadores do ecossistema de inovação e startups.

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